|
José Manuel Meirim na defesa de Machico |
|
|
|
|
Escrito por Administrator
|
|
Quarta, 11 Junho 2008 08:34 |
|
Depois de publicamente defender o FC Porto no processo que opõe os dragões à UEFA após o veredicto do Apito Dourado, o conceituado professor da Faculdade de Motricidade Humana e conhecedor profundo dos direitos desportivos, José Manuel Meirim, é um dos fortes aliados da Associação Desportiva de Machico na luta que o clube trava junto das instâncias disciplinares da Federação Portuguesa de Futebol na sequência do processo 'Maria da Fonte'.
Defesa assente em 40 páginas
O dossier de 40 páginas de defesa elaborado em conjunto pelo advogado do clube, Afonso Velosa, e pelo badalado intervencionista e defensor de uma nova ordem no âmbito da Gestão do Desporto, José Manuel Meirim, já deu entrada nos serviços da FPF na semana transacta. Meirim é uma mais valia para o clube tricolor nesta batalha jurídica, tendo disponibilizado os seus préstimos e conhecimentos logo que solicitado.
Este e outros processos que se encontram pendentes do Conselho de Justiça federativo irão retardar a homologação dos respectivos campeonatos que, segundo os regulamentos ocorre um mês após o fim dos campeonatos (amanhã). O dia 30 do corrente mês surge agora como a data limite para todas as decisões transitarem em julgado, uma vez que a Federação decidiu prorrogar os prazos.
Recorde-se que para além de Machico, Maria da Fonte é outros dos clubes penalizados pela decisão da Federação Portuguesa de Futebol em 1ª instância, uma vez que, directa e depois indirectamente, viu-se relegado para a III Divisão.
No auto de defesa a Associação Desportiva de Machico sustenta e faz 'finca-pé' na sua inocência em todo o processo uma vez que tinha estipulado e assegurado pela transportadora aérea nacional o horário do voo que permitisse chegar atempadamente ao recinto desportivo.
Todos os pormenores são dissecados no extenso relatório, inclusivé o facto do voo originário do aeroporto da Madeira ter chegado à capital às 9h10, da inexistência de mangas para a saída dos passageiros e do avião Lisboa - Porto ter descolado antes (9h27) do horário previsto (9h30).
A Federação tem um regulamento que penaliza as colectividades que retardem os jogos nas 3 últimas jornadas, devendo os clubes insulares viajar no dia anterior dos jogos e informando o órgão que tutela o futebol amador português caso surja algum impedimento nesse sentido.
Como tudo estava programado, os responsáveis da Associação Desportiva de Machico não alertaram a FPF mas esgrimem fortes argumentos para fazer provar a sua inocência, e que agiram de boa fé. Resta saber se serão suficientes para vencer uma batalha jurídica perdida na 1ª instância. Um caso que ainda fará correr muita tinta… Retirado de www.dnoticias.pt em 11/06/2008
|